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Aprovada em Biologia na USP a aluna credita seu sucesso a maneira como lidou com seus estudos no Friburgo. “Basta fazer todas as lições, prestar atenção nas aulas e estudar. Nada é impossível desde que a gente queira”, explica Elisa. A paixão da ex-aluna pela Biologia surgiu ainda quando estudava na Casinha Pequenina, graças ao contato com os animais, com a horta, árvores e plantas. Sua vontade é seguir na área da genética, quer fazer pós e mestrado também na USP e seu sonho é trabalhar no Projeto Tamar.

Leia abaixo o depoimento completo da ex-aluna.

Resolvi prestar somente a Fuvest, não fiz outro vestibular. Estava decidida a fazer faculdade na USP. Meus pais trabalham lá, minha mãe no Instituto de Bioquímica e meu pai no Instituto de Ciências Biomédicas.

Desde criança frequentava o clube da USP e sabia que queria estudar lá.  
Quando eu estudava na Casinha me despertou a paixão pelos bichos e pela natureza. Vi o nascimento de um bezerrinho, aprendi a andar a cavalo no Pretinho e trabalhar com a horta. Lembro até hoje do dia dos animais onde cada aluno trazia seu bichinho de estimação para passar o dia na escola.

Fui para o vestibular achando que seria um teste.  Não fiz cursinho e nem me dediquei totalmente porque tinha a intenção de viajar para os Estados Unidos para estudar inglês. Acabei conseguindo passar. Eram 120 vagas disponíveis para o curso de Biologia e fiquei em 143º. Com a desistência de alguns acabei conseguindo a vaga. 

O Friburgo me deu uma boa base. Sempre fiz todas as lições e prestava muita atenção nas aulas. Se você estudar um pouco todos os dias, na hora da lição de casa, vai conseguir sedimentar a matéria e não ter dificuldade quando chegarem as provas.

Estou muito feliz na USP. É um sonho realizado.  A faculdade é incrível e hoje, para mim, é o melhor lugar da Terra. Não são apenas aulas. Tem um projeto chamado Estação Biologia onde os alunos apresentam a faculdade e o curso. Assim você saber o que vai aprender e como será o curso.

Quero muito trabalhar com genética, pesquisas ou elaborando textos científicos. Outro sonho é poder um dia trabalhar no Projeto Tamar. Também penso em ser professora. Acho muito nobre poder passar para frente o seu conhecimento.
Quero continuar na USP depois do curso para fazer pós e mestrado.  A universidade investe em projetos e pesquisas dos alunos, isso é muito legal.
Se nada disso der certo, vou virar ativista do Greenpeace!

O conselho que posso dar aos alunos que vão passar por um vestibular é que façam as provas com muita calma e tenham confiança. Ler cada uma das questões sem se sentir pressionado e acreditar que pode conseguir. Entrar em uma boa faculdade não é impossível para ninguém, basta querer, se dedicar e acreditar. Vale destacar também o apoio da família. Meus pais me mostraram o caminho certo e me apoiaram o tempo todo.

Como é do conhecimento da maioria, o Colégio Friburgo possui uma extensa área na Serra do Japi, no município de Cabreúva. Esse espaço, localizado em uma APA – Área de Preservação Ambiental – se constitui em uma extensão preciosa da sala de aula, possibilitando inúmeras articulações com os conteúdos das diversas disciplinas e com os projetos de série.

No dia 06 de maio, os alunos do 8º ano realizaram na Serra do Japi, a atividade de fechamento do Projeto Interdisciplinar Limites e Fronteiras.

Desenvolvendo o trabalho de campo como uma etapa do projeto, foram realizadas atividades que proporcionaram aos alunos a observação e a vivência de todos os conceitos trabalhados em sala de aula pelas disciplinas de Geografia e Educação Física.

Esse processo resultou na transposição dos conceitos aprendidos para várias e diversas esferas da vida cotidiana, qualificando e significando a aprendizagem.

A disciplina de Geografia problematizou o tema a partir de textos e debates. Com isso, os alunos puderam perceber que cada tema (político, social, cultural e econômico) possui sua localização, produzindo diferentes fronteiras e / ou limites. Com o avanço e aprofundamento do debate, constataram que as fronteiras são modificadas de acordos com as dinâmicas e os significados que são dados aos temas. Foram também elaborados slides identificando as fronteiras culturais, econômicas, políticas, dinâmicas e transgressões de fronteiras.

Na Serra, conseguiram observar os diversos tipos de fronteiras, identificando cada uma delas no seu próprio ambiente. Explicações e orientações foram feitas com o objetivo de identificá-las com propriedade.

Em uma segunda etapa, ainda em sala de aula, os alunos foram convidados a criarem jogos com os conceitos de limites e fronteiras. Nesse contexto e paralelamente, as aulas de Educação Física tornaram-se um grande laboratório de experimentação e discussão das questões sobre o tema. Os alunos apresentaram os jogos elaborados pelos grupos, vivenciando os conceitos discutidos previamente nas aulas de Geografia.  Nessa etapa de transposição da teoria para a prática, problemas e conflitos apareceram e estes obrigaram os alunos a uma rediscussão das regras impostas para que o jogo acontecesse dentro do proposto. Alterando-se uma regra, altera-se o ritmo e o nível de dificuldade do jogo, conceito necessário de ser entendido dentro do tema, que depois de vivenciado foi compreendido e absorvido pelos alunos.

Fechando o dia na Serra do Japi, alunos e professores jogaram um dos jogos elaborados pelos alunos. Em clima de descontração, cooperação e saudável competitividade, uma grande integração foi promovida.

Toda e qualquer atividade fora do contexto escolar, mais precisamente fora da escola e da sala de aula, contempla objetivos específicos que não se referem diretamente aos conteúdos acadêmicos, mas que consideramos de fundamental importância na formação de nossos alunos. Autonomia, enfrentamento de situações de superação pessoal, exercer a cooperação, aperfeiçoar o sentido de responsabilidade individual e coletiva e possibilitar a convivência de forma agradável, saudável e respeitosa com colegas e professores também fazem parte desse processo.

Esse foi o 4º ano consecutivo que realizamos esse projeto, que vai se consolidando e se modificando a cada edição. Nesse ano, o projeto se superou na sistematização das aprendizagens através do guia de campo, que auxiliou os alunos nos seus registros. A participação e o envolvimento dos alunos foram surpreendente. Mostraram competência e atitude! Realizaram com empenho, motivação e alegria. Se mostraram companheiros, cooperativos e cuidadosos com os colegas. Foram, durante todo o tempo, responsáveis!

Considerando o espaço do Friburgo na Serra do Japi uma extensão da sala de aula, novas e significativas aprendizagens foram possibilitadas. Parabéns aos alunos pelo compromisso e aos professores Leandro, Bruno e Kiko pela excelente condução desse trabalho.
Cíntia Filpo
Coordenadora do Ensino Fundamental II

Para os interessados segue link do Guia de Campo.

Clique aqui e veja a galeria de fotos .

Leia alguns depoimentos sobre o trabalho:

Thiago F. – 8ºA – “A viagem foi muito boa. Na minha opinião foi a melhor saída que já fizemos. O clima estava muito legal! Fizemos rapel e também participamos do jogo sobre limite e fronteiras que testamos na aula de educação Física. O melhor é que fizemos o jogo no meio da floresta. Também gostei muito do guia de campo que fomos preenchendo durante o passeio.”

Pedro S. – 8º A – “Depois de preencher o guia de campo, fizemos uma grande roda e compartilhamos as anotações com todos os amigos. Esta troca de ideias foi muito legal. Gostei muito do guia de campo, tinham muitas informações e também fizemos desenhos das paisagens que vimos lá de cima.”

Fernanda M. – 8º B – “Conviver fora da escola com os amigos é muito bom. Dentro da trilha tivemos que trabalhar em equipe e a integração dos alunos foi muito legal.”

Julia T. – 8ºB – “Acho que foi uma grande experiência. O trabalho com limites e fronterias é muito interessante porque aprendemos sem estar fechados dentro da sala. Criamos várias atividades em lugares diferentes, interagindo com todos.”

Giovanna R. – 8º B – “Elaboramos um jogo relacionando três matérias: fronteiras com Geografia, regras com Português e a realização do jogo com Educação Física. O enfoque do jogo foi a transgressão de fronteiras e desenvolver em um local como a serra do Japi foi muito diferente.”

Mônica Blum, bibliotecária do Friburgo, acaba de receber um convite para ministrar uma palestra sobre incentivo à leitura no Senac, dentro do Projeto Palavra Lida.

O convite chegou devido ao excelente trabalho que Mônica desenvolve no colégio, e principalmente, acompanhando de perto o Projeto Mediação de Leitura que conta com a participação de diversos alunos e tem como objetivo aproximar as crianças que vivem em situação de risco do mundo literário, adquirindo desta forma o prazer pela leitura.

A palestra, que será realizada no dia 30 de maio às 14h, tem como público alvo os jovens que frequentam a biblioteca do Senac, na unidade localizada em Santa Cecília.

Parabéns, Mônica!

Durante todo este ano, os alunos do 3º ano vão aprender sobre a cultura indígena dentro do Projeto Índios do Alto Xingu. Para se aproximar desta cultura e vivenciar a rotina dos índios, no dia 27 de abril, as turmas saíram com destino à Juquitiba, interior de São Paulo, para viver uma incrível experiência: ver e conviver com os índios da tribo dos Kuikurus.

Durante todo o mês de abril, em comemoração ao Dia do Índio (19/04), o Sítio Toca da Raposa recebe representantes dos Kuikurus como hóspedes. Para o conforto dos convidados, o espaço do sítio é cuidadosamente preparado e ambientado como uma verdadeira aldeia, com direito a ocas com redes e cozinha. Desta forma os índios podem se sentir mais próximo de casa, e os visitantes têm a oportunidade de sentir como é a moradia dos índios.

Antes da visita os alunos, em sala de aula, fizeram uma relação com todas as perguntas que gostariam de fazer. A curiosidade dos alunos foi muito grande em relação a temas como alimentação, estudo e aprendizagem, cuidados com a saúde, vestimentas, comemorações especiais, trabalho, língua, higiene pessoal, entre outros.

Durante a visita suas perguntas não foram apenas respondidas como também vivenciadas. Todos puderam entrar na oca, ver as redes onde os índios dormem, a cozinha montada no centro e até provaram seus pratos típicos. Aprenderam sobre as tintas utilizadas para as pinturas corporais, viram como utilizam o arco e flecha, além de assistir a apresentações da luta uka-uka e de danças típicas. Na hora da dança os alunos foram convidados para participar e também entraram na roda.

Outra oportunidade muita enriquecedora foi poder conversar com o cacique da tribo e fazer todas as perguntas que queriam. Foi um dia inesquecível e cheio de aprendizado!

As turmas também aproveitaram a infra-estrutura do local, com animais de diferentes espécies e até um escorregador gigante.

Clique aqui e veja as fotos da visita.

Leia trechos dos relatórios com as descobertas feitas pelos alunos:

João Pedro – Enfeites – “Eles tem vários enfeites como cocar, colar, braçadeira, brinco, etc. O cocar de pele de onça só pode ser usado pelo cacique. Existem vários tipos de colares, um deles é feito de casca de caramujo branca, as braçadeiras são feitas de vários jeitos, uma delas é de miçangas.”

Luiza – Brinquedos – “O avião é um brinquedo que vários índios gostam de brincar porque se você correr muito rápido ele começa a fazer barulhinho e começa a girar a hélice. O arco e flecha de brinquedo não machucam porque tem cera de abelha na ponta. O pichu é uma flecha que quando é jogada para cima faz um barulho agudo que espanta os pássaros.”

Maria Laura – Caça e pesca – “Os índios usam a rede para pescar quando tem uma grande festa. O timbó é usado pelas crianças quando precisam carregar uma grande quantidade de peixes. A armadilha Kundu é colocada no rio para os peixes entrarem e depois não conseguem mais sair. O arco e flecha são usados para pegar uma quantidade pequena de peixes e caça. A zarabatana é usada para caça de animais e funciona assim: você assopra no animal e ele desmaia.”

Fernando – Pajé – “O pajé é o médico dos índios. Ele usa um chocalho e um boneco. O boneco é colocado em cima do índio doente e a doença passa para o boneco. Aí o pajé dá o boneco para um índio da família e ele desfaz o boneco no rio para a correnteza levar a doença. Depois o pajé faz a dança da pajelança.”

Davi – Moradia – “A oca tem troncos em forma de escada no meio, em cima é coberta de sapé e todos dormem em redes”.

Ana Carolina – Pintura – “A tinta vermelha é feita de uma fruta chamada urucum. O branco é feito com argila do rio e o preto de carvão. Eles e pintam de branco, vermelho e preto.”

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