Esse foi o tema do projeto de alunos do 2º ano do Ensino Médio

Todos sabemos que o lixo é uma preocupação mundial. Mas apesar da popularização da palavra sustentabilidade, a consciência ambiental pouco cresceu.

Reduzir, reutilizar e reciclar. A fórmula é simples e a causa precisa ser levada a sério.
Coleta seletiva é o termo utilizado para o recolhimento dos materiais que são passíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora. Dentre estes materiais recicláveis podemos citar os diversos tipos de papéis, plásticos, metais e vidros.
A separação na fonte evita a contaminação dos materiais reaproveitáveis, aumentando o valor agregado destes e diminuindo os custos de reciclagem.
Para iniciar um processo de coleta seletiva é preciso avaliar, quantitativamente e qualitativamente, o perfil dos resíduos sólidos gerados. Essa foi a proposta de um grupo de alunos do 2o ano do ensino Médio.
O grupo fez uma provocação acadêmica na Liverdade 2009 indicando como mudar este cenário dentro da escola.
Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva.
O que pode ser feito:
A maior parte do que jogamos fora não é sujo, fica sujo depois de misturado. Separando os materiais que podem ser reciclados, a quantidade de lixo a ser coletado é muito menor.

Embalagens: ao comprar qualquer produto, não utilize várias embalagens (caixa + sacolinha + embrulho + sacolão + fitinha + etc). Não desperdice!
Reciclagem – uma alternativa
Cerca de 50% de todo material descartado como lixo pode ser recuperado como matéria-prima, sendo reutilizado na fabricação de um novo produto.
Quando pensamos na questão do lixo, o mais difícil de equacionar, e o que vai demandar maior pesquisa, é a destinação. Afinal de que adianta separar se não conhecemos o processo como um todo?
Para onde vai o nosso lixo depois que o lixeiro passa? Há alternativas? O que fazer com o lixo separado?
As alternativas de destinação atuais são ambientalmente satisfatórias? Como poderia melhorar? O que eu posso fazer?
Essas são as perguntas que precedem qualquer iniciativa relativa a lixo. Elas devem ser o fio condutor de nosso trabalho.
Afinal, se queremos participar devemos conhecer a fundo o processo de nossa cidade. Essas perguntas nos instrumentalizam para a mudança com os pés no chão. Não existem respostas universais. Dessa forma, não existe um sistema de coleta seletiva que possa ser considerado universal e aplicável a toda e qualquer situação.
Cada caso é um caso, cada cidade tem a sua peculiaridade e as questões condicionantes devem ser minuciosamente estudadas antes de escolhermos este ou aquele desenho de logística de coleta seletiva.
Sabe-se que cada paulistano produz entre 700 gramas a 1,5 quilos de resíduos por dia e infelizmente apenas 1% das 15.000 toneladas de lixo produzidas pela cidade passa pela coleta seletiva da prefeitura.

É lastimável que a metrópole que mais produz lixo na América do Sul não tenha políticas públicas de administração de resíduos sólidos compatíveis.

Qual a solução? O grupo apontou várias possibilidades.

1. Conscientizar por meio de palestras todos alunos do Colégio sobre a utilização correta das lixeiras, fazendo uma triagem inicial adequada;
2. Incentivar a entrega voluntária em postos dos supermercados Pão de Açúcar e Wal-Mart;
3. Criar a compostagem de orgânicos dentro do Colégio reduzindo o volume de material descartado drasticamente. Saibam que 57% do lixo de São Paulo é formado por restos de comida. O adubo produzido seria utilizado em uma horta e nos canteiros de plantas do Colégio.
4. Possuir uma central de reciclagem no Colégio;
5. Trabalhar associado com a coleta seletiva da capital e com cooperativas de catadores