Trabalhar com o gênero literário das crônicas é parte do projeto de Língua Portuguesa para os alunos do 5º ano. Gustavo, hoje aluno do 8º, descobriu as crônicas quando estava no 5º ano e teve grande destaque em sua turma. Por esta razão, a professora Eliane Vasconcelos, responsável pelas aulas de Português do 5º ano, o convidou para conversar e contar um pouco da sua experiência para as turmas.

Algumas crônicas elaboradas por ele acabaram fazendo parte do material utilizado nas aulas. Durante o encontro Gustavo fez a leitura da sua crônica “Esquecido” e respondeu a algumas perguntas.

Uma das maiores curiosidades da turma era saber qual o autor preferido do Gustavo. E ele contou ter escolhido Luis Fernando Veríssimo como referência. As turmas do 5º ano também aproveitaram para perguntar como Gustavo iniciava seus textos. “Minhas crônicas eram baseadas sempre no meu cotidiano. O que acontecia comigo acabava indo parar nas minhas produções”, explicou  o jovem escritor.

Na opinião da orgulhosa professora que acompanhou o momento da descoberta, Gustavo deveria se dedicar as crônicas. “Além de escrever muito bem, ele tem excelentes ideias e é muito criativo. Precisava aproveitar todo esse potencial e não deixar este dom se perder”, disse Eliane.

Leia uma das crônicas que faz muito sucesso entre os alunos:

“Esquecido”
Gustavo Siqueira

Todo mundo já esqueceu algo em algum momento da vida, mas aquele homem era fora do normal, esquecia tudo!

Teve uma vez em que ele causou a maior confusão no restaurante procurando seu aparelho ortodôntico e adivinha onde estava? Na própria boca!

Também teve a vez que ele pagou o produto e não pegou, a vez que ele pediu para a empregada fazer o bolo do aniversário do filho (logo de manhã) e esqueceu para que era o bolo: comeu-o! Tomou banho, esqueceu de colocar a roupa e foi para uma festa (nu). Esqueceu seu próprio aniversário e recusou os presentes. Comeu um sanduíche e esqueceu-se de colocar o recheio. Ligou o fogão e se esqueceu de colocar a panela.

E o pior, sempre que ele se esquece de algo, alguém lhe pergunta:
– Você é muito esquecido?
E ele responde:
– Que eu me lembre, não!