O projeto interdisciplinar desenvolvido pelos alunos do 2º ano do Ensino Médio tem como tema “Baixada Santista: passado, presente e futuro!”. Depois do trabalho pré-campo realizado com todos os professores envolvidos, foi hora de pegar a estrada e descer a serra para conhecer, observar, pesquisar, registrar e refletir diversos aspectos da Baixada. Para facilitar o trabalho, os alunos receberam um guia de campo completo com muitas informações e questões a serem respondidas.

Para iniciar o trabalho, a primeira parada foi em Bertioga com o objetivo de estudar os diferentes ecossistemas litorâneos e suas espécies vegetais e animais. Depois a turma foi conhecer o Forte São João – o mais antigo forte do Brasil, construído em 1532, e o mais preservado entre todos os que foram tombados pelo Governo do Estado. À noite, no hotel, as turmas participaram de plenárias com os professores e coordenação.

No 2º dia a visita foi na cidade de Cubatão e seu complexo de indústrias responsáveis pelos altos índices de poluição. Os alunos relataram os principais problemas da cidade e sua população e criaram hipóteses de soluções para todos eles. Também visitaram a Usina Hidrelétrica de Henry Borden. Depois foram para Santos conhecer o centro histórico: estação ferroviária, igreja e casarões do valongo, Bolsa do Café e Monte Serrat. O trabalho continuou à noite quando foram visitar a indústria química Carbocloro e aproveitaram para ver a vista noturna da Baixada.

No 3º e último dia de atividades a turma foi conhecer a Vila São José e conversar com representantes da associação de moradores. A Vila é um braço de mangue e em 1984 passou por um grande incêndio, uma das maiores tragédias de Cubatão, com a morte de uma centena de pessoas.  Muitos moradores foram entrevistados pelos alunos que registraram tudo no seu guia de campo. Outra atividade do dia foi a visita ao Memorial de Conquistas do Santos Futebol Clube e ao estádio Urbano Caldeira, conhecido como Vila Belmiro, com grande importância na história do futebol brasileiro. Para finalizar o trabalho de campo, os alunos fizeram um passeio de escuna pelo canal do Porto de Santos. Durante o trajeto puderam  comparar o mar aberto com o canal, observar a fortaleza da barra, as características do Porto, a vegetação e a ocupação.

“Os alunos trabalharam constantemente nos 3 dias e tiveram pouco tempo de folga, mas percebemos que as reflexões trazidas foram muito ricas e que o produto final deste projeto certamente será maravilhoso”, concluiu a coordenadora Vera Barreto.

Clique aqui e veja as fotos da viagem da aluna Bianca.

Leia o depoimento de alguns alunos:

Laís – “Sinto que nunca aprendemos tanto em tão pouco tempo. O conhecimento foi muito grande. Foram três dias muito aproveitados. Vivenciar o que aprendemos é muito legal. Sem contar que é importante saber sobre a história do nosso país. A cidade de Santos tem enorme importância na nossa história.”

André – “É muito diferente aprender com a vivência. Este estudo complementou o que aprendemos ano passado no Projeto Vale do Paraíba. Gostaria muito de saber o que acontece por trás das indústrias”.

Bianca – “As visitas são importantes para a fixação dos conceitos aprendidos. Na Carbocloro, por exemplo, tivemos um monitor muito bom que explicou tudo com muitos detalhes. Desta maneira é mais fácil entender”.

Gabriel – “As viagens são sempre importantes porque além do aprendizado dos temas estudados a turma também fica mais unida. Desta vez tivemos muito trabalho e pouco tempo para diversão e conversar”.

Pedro – “Conseguimos relacionar este projeto com o que desenvolvemos ano passado no Vale do Paraíba. Trabalhamos muito para preencher todo o guia de campo. Utilizei até o tempo livre que eu tinha. Depois de conhecer as indústrias da região, acho que tentam disfarçar os prejuízos que causam ao meio ambiente com projetos ecológicos”.

Renato – “A visita à Vila São José foi muito marcante. Depois de um incêndio causado por um vazamento e que matou muitas pessoas, a comunidade conseguiu reconstruir a vila. A visão que tivemos do porto e da cidade de Santos no passeio de escuna foi muito diferente”.