Foto:Ariel Martini

Pedro Consorte (23 anos), ex-aluno do Friburgo, é contratado pelo Stomp, grupo que é reconhecido internacionalmente por misturar percussão, dança e teatro. É o quinto brasileiro a fazer parte deste grupo que conta com diferentes elencos pelo mundo. Pedro foi contratado para trabalhar na turnê européia, e Desde outubro de 2011 já se apresentou pela Rússia, Itália, Inglaterra, Alemanha, Áustria e Suíça.

Pedro começou cedo. Ganhou sua primeira bateria com 3 anos e teve o privilégio de nascer no meio de uma família de artistas, convivendo desde muito cedo com a música. Com 14 anos começou a se apresentar profissionalmente e não parou mais.

Durante o Ensino Médio, no Friburgo, conheceu o professor Cadu Granja que iniciou um projeto de percussão corporal no colégio. “Foi no Friburgo que comecei a estudar a técnica mais a fundo e me desenvolver. Hoje em dia a minha linha de trabalho é bastante baseada na percussão corporal e foi também por causa da minha boa técnica que eu passei nas audições do STOMP”, conta Pedro. Vale ressaltar que o professor se tornou seu parceiro de pesquisa.

“No Friburgo minha experiência foi muito bacana, porque existia bastante espaço para que os alunos experimentassem as possibilidades, sem a pressão de ter que fazer aquilo de uma forma competitiva ou profissional. Eu lembro que nossa turma, possivelmente contaminados pelas aulas de Cinema, Teatro, Música e Computação, criava roteiros de filmagem e saíamos pelo colégio gravando, editando vídeos e misturando ideias. Acho que essa liberdade para experimentar influenciou bastante nos meus gostos e, consequentemente, na minha formação híbrida.”

Logo que encerrou o Ensino Médio, em 2006, Consorte tinha dúvidas sobre a carreira que seguiria, por esta razão decidiu morar por um ano e meio na Inglaterra, estudando Inglês, fazendo cursos e viajando. No retorno ao Brasil entrou na PUC-SP para estudar Comunicação das Artes do Corpo. Cursou dois anos e meio até receber o chamado do Stomp. “Tive que trancar a faculdade, mas planejo voltar para terminá-la. Mudei para Brighton (Inglaterra), onde passei por um treinamento de 6 semanas. Hoje, tenho uma vida de nômade, viajando e conhecendo diferentes países e culturas e a rotina é de muito trabalho. Ensaiamos todo dia durante pelo menos 1 hora e fazemos shows praticamente todo dia, explica o ex-aluno.

Mensagem de Pedro Consorte para os alunos do Friburgo:
“Hoje em dia existe muita pressão em relação aos objetivos de vida, escolha de carreira, vestibular, etc. Mas o que a gente às vezes esquece é de prestar atenção nas coisas que gostamos de fazer e o que nos dá prazer. Quando você escolhe algo que gosta de fazer e se dedica, trabalha duro e observa, não tem erro! A gente tem que se arriscar nas possibilidades que aparecem durante a vida, até porque elas só aparecem uma vez. E, além disso, as escolhas são mutáveis. Poucas decisões são pra sempre e sempre dá pra redirecionar o alvo. O erro é importante e necessário no processo de qualquer aprendizado. O mais importante é continuar tentando e acreditando!”

Para conhecer o trabalho deste artista clique e veja um vídeo de percussão corporal e da apresentação do grupo em Moscou.