Os alunos do 2º ano do Ensino Médio, período noturno, entraram no mundo do Trovadorismo durante as aulas de Português.

Aprenderam e viram muitos exemplos de poesia lírica. Quando o amor do homem pela mulher era representado nas poesias dava-se o nome de cantiga de amor, enquanto que o amor da mulher pelo homem, retratado na poesia, tinha o nome de cantiga de amigo.

“O primeiro movimento literário português que tem o amor como temática constante fez muito sucesso com a turma que desenvolveu cantigas nos moldes da época. A aluna Bruna, do 2º ano C,  que adora escrever poesias, se destacou pela sua produção e passou a ser reconhecida como a poetisa da classe”, contou a professora Silvana Oliveira.

Leia abaixo as poesias da aluna Bruna Dantas da Silva – 2º ano C – Noturno

Como não te amar?

Escuto longe, ao longo de minhas visões
Alguém chegar, devagar
E desse mesmo jeito
Me tomar por sua, sem esforço
Dizendo que não posso não querer
Não conseguirei não afirmar…

Esse sentimento, que rumo tomará?
Esse sentido, qual fará?
Essas palavras, como ouvirá?
E você, em mim, como morrerá?

Corro, vejo longe
Tento alcançar.
Corro, vejo longe, ainda mais…
Tento alcançar.
Cansaço. Mas não há desistência.
Chamo suavemente seu nome.

Uma lágrima cai de meus olhos
Passando lentamente por meu rosto
Caindo quente sobre meu peito.
Você para e olha.
Sinto um calor extasiante
Subindo pela espinha
Beijando minha nuca.

Fecho os olhos
Sinto seu abraço
Seus braços fortes me envolvendo
Tocando minha pele
Me fazendo suspirar.

Abro os olhos
Encontro seu sorriso
Me encanto ainda mais
Sentindo seu cheiro
A textura da sua pele
Quente, suave, macia
Amável.

Outra lágrima percorre meu rosto
E dessa vez você a segura
Sorrimos juntos
Sinto-me forte, segura…
Frágil sob uma forte tempestade.

Confusa e a par de tudo,
Assim sinto-me amando você.
Sou forte e segura
Frágil e indefesa
Mulher madura, destemida
Menina inexperiente.

Minha voz embriagada
Solta sussurros e juras de amor
Talvez eu não saiba o bastante…
Talvez eu saiba tudo.

Não me importa o que não houve
Me importa o que sei
O que vou conhecer…
Como verei o amanhecer.

A verdade é que nada sei
Se não somente o que amo.
Que o amor não sei o que é
Mas que o sinto em mim
Subindo e descendo nas veias
Respiro-o constantemente.

Choro, sem motivos lógicos
E sorrio ao chorar.
Não…não posso explicar,
mas sim, é meu jeito de amar.

Brigo, grito, estremeço e faço calar
Mas meu coração bate
e proponho-me a acalmar
Vendo seu rosto iluminado
Sob a luz do luar
E essa pele morena
Que tanto me faz suspirar.

Meu Deus, como não te amar?

Agora minha voz trêmula,
Está este poema a cantarolar
Tentando explicar o porquê
Desse desejo de não cessar.

Inteiramente sentindo
Que o sentido nada explicará
Que muitas vezes me perco
E todas, você tenta me achar.

Assim continuarei,
Tentando loucamente explicar
Coisas a nosso respeito,
Sobre sua pele morena
Que tanto me faz suspirar…

Meu Deus, como não te amar?

Canção para ti

Tudo de mim e nada ficou
Senti o momento que marcou…
Minha vida eu vi passar e sorrir
Dizendo que não posso desistir.

Por que assim? Por que tão perfeito?
Eu tinha que ficar desse jeito…
Sorrindo para mim,
Olhando para longe.
Imaginando onde seu sorriso se esconde…

Não quero, assim, olhar para trás
E ver que minhas lágrimas não se desfazem.
Eu quero viver ao lado seu,
Imaginar como a sorte pode crescer

E , assim, sorrir, viver, sonhar e crescer…
E , assim, sorrir, viver…
Sonhar e crescer…
Sonhar e crescer com você.
Com você…