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Como atividade complementar do Projeto Contradições os alunos saíram para conhecer e vivenciar um dia de atividades no Assentamento do município de Sumaré, interior paulista.

“A experiência vivida no assentamento permitiu uma reflexão mais aprofundada sobre uma contradição existente em nosso país, de um lado, a enorme concentração de terras, do outro, milhares de trabalhadores rurais sem terra. Ao conhecer um assentamento, os alunos puderam observar, debater e questionar a reforma agrária no Brasil, além de outros temas relacionados”, explicou o professor Leandro Duarte, um dos responsáveis pelo projeto.

Para a coordenadora Cintia Filpo o projeto é ousado, visto a complexidade dos temas estudados e questões envolvidas. “Nesse sentido, o que fica para mim de mais forte e significativo: dar subsídios para a autonomia de pensamento, por meio das manifestações das contradições através dos diferentes pontos de vista”, conclui a coordenadora que indica o texto de Leonardo Boff para sintetizar este momento:

Todo ponto de vista é a vista de um ponto

Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.

Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.

A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer, como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.

Boff, Leonardo. A águia e a galinha, Uma metáfora da condição humana

Clique aqui e veja as fotos da visita.

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A turma do 3º ano do Ensino Fundamental visitou o centro da cidade para conhecer os principais pontos turísticos e históricos. Estiveram na Praça da Sé – onde fica o marco zero da cidade -, Catedral da Sé, Solar da Marquesa, Mosteiro de São Bento, Igreja e Páteo do Colégio, Torre do Banespa, Mercado Municipal, Avenida Paulista e Parque do Ibirapuera.

O resultado desta atividade poderá ser conferido durante a Liverdade, evento que acontece no dia 29 de outubro, com uma grande exposição que contará com uma linha do tempo – desde a chegada dos portugueses, a fundação de São Paulo até os dias atuais – além de um painel com fichas feitas pelos alunos sobre diferentes lugares da cidade. Serão 33 lugares diferentes com fotos e informações. Não percam!

Clique aqui e veja as fotos do tour pelo centro da cidade.

Por Cintia Filpo – coordenadora Fundamental II

 

Zona de conforto. Mobilização. Liderança. Organização. Interesses públicos e privados. Preservação.
Voz. Medo. O silêncio dos bons. Neutralidade. Posicionamento.
Consciência!

Estamos dentro ou fora da caverna?

Essa foi a tônica do trabalho desenvolvido com o 8º ano no Petar, realizando uma das etapas do seu projeto RESISTÊNCIAS.

Impossível descrever as falas, os olhares, o incômodo e o silêncio nos blackouts.
Impossível descrever também a nossa satisfação com o resultado do trabalho quando vemos os alunos refletindo como GENTE GRANDE!

Foram 4 dias. Intensos na atividade física e na reflexão, necessários para a compreensão do conceito. Conceito vivenciado e apreendido.

Iniciamos os trabalhos no Quilombo de Ivaporunduva onde tivemos uma lição de liderança, organização, coletividade e cidadania. Lição essa ensinada com a simplicidade do homem da terra.

Nas cavernas, todas elas com características únicas, compondo um ambiente que nos tira a referência, continuamos a aprender com quem nasceu brincando naqueles espaços.

Nas noites, momentos de sistematizar, socializar e ampliar a vivência com os trabalhos e debates propostos pelos professores. E, aqui, vale ressaltar: QUE TRABALHO!!!!
Não chegaríamos onde chegamos se a mediação não fosse precisa, se as perguntas não fossem certeiras, se a condução não fosse objetiva. Os professores Wagner, Leandro e Paula, de forma consistente, possibilitaram inúmeras aprendizagens.

Professores especiais para alunos especiais…. Um grupo trabalhador, atento, colaborativo…. RESPONSÁVEL!! Cada um cuidando de sí e atuando em prol do coletivo, demonstrando compromisso, envolvimento e seriedade. Com certeza, voltaram mais sábios, mais críticos, mais fortes!

Termino com um poema de Bertold Brecht, que permeou os nossos estudos:

A EXCEÇÃO E A REGRA
Estranhem o que não for estranho.
Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o cotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso
Conhecimento e linguagem são instrumentos de liberdade e de poder…

Clique aqui e veja as fotos da viagem.

No final de agosto, os alunos do 7º ano estiveram em Brotas para realizar uma etapa importante de seu projeto de série.

Foram 4 dias inteiros de trabalho, permeados com atividades de lazer, onde o tema TRANSFORMAÇÕES foi amplamente discutido em cima de 3 eixos temáticos: Transformações na Terra, na Vida e no Homem.

Uma experiência única, rica em termos de aprendizagens e que pôde qualificar significativamente as relações interpessoais.

A partir de um vídeo sensibilizador que conta a necessidade de transformação na vida das águias, os alunos debateram, refletiram, vivenciaram, registraram e produziram conhecimento. Do estudo das rochas ao homem tecnológico, da astronomia de Galileu à observação de astros em telescópios de última geração, dos primeiros mapas históricos ao Geoatlas, as transformações foram sendo observadas e discutidas de forma intensa.

Nota 10 para a participação, envolvimento e compromisso!! Foram cooperativos e responsáveis!! Cresceram individualmente e como grupo.

Nota 10 também para a participação dos professores Leandro e Wagner, que conduziram os trabalhos com muita competência e seriedade.

Mesmo com muito trabalho, a turma ainda teve tempo para desfrutar da infraestrutura oferecida pelo Acampamento Peraltas e participou de um rafting cheio de aventura!

“Trabalhos como esse validam a minha crença que o caminho para o conhecimento significativo não se trilha sem GRANDES PARCEIROS. Alunos do 7º ano, Leandro, Wagner e José Carlos, meus parceiros nessa empreitada, confirmaram isso com força”, concluiu a coordenadora Cíntia Filpo.

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O projeto interdisciplinar desenvolvido pelos alunos do 2º ano do Ensino Médio tem como tema “Baixada Santista: passado, presente e futuro!”. Depois do trabalho pré-campo realizado com todos os professores envolvidos, foi hora de pegar a estrada e descer a serra para conhecer, observar, pesquisar, registrar e refletir diversos aspectos da Baixada. Para facilitar o trabalho, os alunos receberam um guia de campo completo com muitas informações e questões a serem respondidas.

Para iniciar o trabalho, a primeira parada foi em Bertioga com o objetivo de estudar os diferentes ecossistemas litorâneos e suas espécies vegetais e animais. Depois a turma foi conhecer o Forte São João – o mais antigo forte do Brasil, construído em 1532, e o mais preservado entre todos os que foram tombados pelo Governo do Estado. À noite, no hotel, as turmas participaram de plenárias com os professores e coordenação.

No 2º dia a visita foi na cidade de Cubatão e seu complexo de indústrias responsáveis pelos altos índices de poluição. Os alunos relataram os principais problemas da cidade e sua população e criaram hipóteses de soluções para todos eles. Também visitaram a Usina Hidrelétrica de Henry Borden. Depois foram para Santos conhecer o centro histórico: estação ferroviária, igreja e casarões do valongo, Bolsa do Café e Monte Serrat. O trabalho continuou à noite quando foram visitar a indústria química Carbocloro e aproveitaram para ver a vista noturna da Baixada.

No 3º e último dia de atividades a turma foi conhecer a Vila São José e conversar com representantes da associação de moradores. A Vila é um braço de mangue e em 1984 passou por um grande incêndio, uma das maiores tragédias de Cubatão, com a morte de uma centena de pessoas.  Muitos moradores foram entrevistados pelos alunos que registraram tudo no seu guia de campo. Outra atividade do dia foi a visita ao Memorial de Conquistas do Santos Futebol Clube e ao estádio Urbano Caldeira, conhecido como Vila Belmiro, com grande importância na história do futebol brasileiro. Para finalizar o trabalho de campo, os alunos fizeram um passeio de escuna pelo canal do Porto de Santos. Durante o trajeto puderam  comparar o mar aberto com o canal, observar a fortaleza da barra, as características do Porto, a vegetação e a ocupação.

“Os alunos trabalharam constantemente nos 3 dias e tiveram pouco tempo de folga, mas percebemos que as reflexões trazidas foram muito ricas e que o produto final deste projeto certamente será maravilhoso”, concluiu a coordenadora Vera Barreto.

Clique aqui e veja as fotos da viagem da aluna Bianca.

Leia o depoimento de alguns alunos:

Laís – “Sinto que nunca aprendemos tanto em tão pouco tempo. O conhecimento foi muito grande. Foram três dias muito aproveitados. Vivenciar o que aprendemos é muito legal. Sem contar que é importante saber sobre a história do nosso país. A cidade de Santos tem enorme importância na nossa história.”

André – “É muito diferente aprender com a vivência. Este estudo complementou o que aprendemos ano passado no Projeto Vale do Paraíba. Gostaria muito de saber o que acontece por trás das indústrias”.

Bianca – “As visitas são importantes para a fixação dos conceitos aprendidos. Na Carbocloro, por exemplo, tivemos um monitor muito bom que explicou tudo com muitos detalhes. Desta maneira é mais fácil entender”.

Gabriel – “As viagens são sempre importantes porque além do aprendizado dos temas estudados a turma também fica mais unida. Desta vez tivemos muito trabalho e pouco tempo para diversão e conversar”.

Pedro – “Conseguimos relacionar este projeto com o que desenvolvemos ano passado no Vale do Paraíba. Trabalhamos muito para preencher todo o guia de campo. Utilizei até o tempo livre que eu tinha. Depois de conhecer as indústrias da região, acho que tentam disfarçar os prejuízos que causam ao meio ambiente com projetos ecológicos”.

Renato – “A visita à Vila São José foi muito marcante. Depois de um incêndio causado por um vazamento e que matou muitas pessoas, a comunidade conseguiu reconstruir a vila. A visão que tivemos do porto e da cidade de Santos no passeio de escuna foi muito diferente”.

Para desenvolver o projeto Origens as turmas do 6º ano viajaram para Brotas, interior de São Paulo. O acampamento Peraltas, que conta com uma infra-estrutura voltada para os estudos astronômicos e também para o lazer, foi o local escolhido para hospedar a turma.

O projeto visa promover, através da multidisciplinaridade, observação, debate, vivências e registro, uma reflexão acerca das “origens” que nos cercam, na compreensão de continuidade e desenvolvimento, para que seja possível estabelecer comportamentos de preservação, consciência e transformação em relação à destruição do planeta.

Curiosidade, investigação, busca pelo conhecimento e um questionamento constante sobre os fenômenos da natureza e fatos relacionados à origem do Universo, da Terra e da vida. Assim foram os dias de estudo do meio em Brotas.
Um dos locais que os alunos mais gostaram de conhecer foi o CEU (Centro de Estudos do Universo) onde puderam aprender muito sobre estrelas, luas e planetas e também relacionar a mitologia com o Universo.

Depois de cada palestra e de cada plenária, as turmas se reuniam para preencher o guia de campo, que não só foi utilizado durante a viagem, como também será utilizado durante todo o desenvolvimento do projeto. O trabalho foi duro, com pouco tempo para diversão. Mas o passeio de floating também foi uma aventura inesquecível para os alunos.

“Difícil de descrever o que vivenciamos a aprendemos ali. Mesmo porque, o que se aprende, extrapola os conteúdos acadêmicos e curriculares.

Aprimora-se o ser, o conviver, o trabalhar em equipe e o viver em sociedade. Aprimora-se o entendimento do individual a favor do coletivo”, concluiu a coordenadora Cintia.

Clique aqui e veja a galeria de fotos.

Leia o depoimento de alguns alunos:

Giulia – “Foi a primeira vez que fui a um planetário. Conhecemos todos os planetas, estrelas e luas. Este é um jeito muito diferente de estudar. Logo depois da palestra ou da plenária da professora já víamos sobre o que ela havia falado. Adorei a viagem!”

Maria Júlia – “Mesmo com todas as palestras e atividades de estudo ainda tivemos tempo para o lazer. As matérias estão interligadas e eu gosto cada vez mais de mitologia. Descobri muitas coisas novas com a ligação da mitologia com os planetas. A viagem também foi muito boa para unir as turmas.”

Pedro S. – “Aprendemos muitas coisas. Gostei muito de saber mais sobre os planetas. É muito mais fácil aprender quando vemos as coisas de perto.”
Alexandre – “Gostei muito do vídeo sobre a formação da Terra que assistimos no Centro de Estudos do Universo. Aprendemos a estudar e também conviver com as diferenças.”

Mariana – “Foi uma viagem muito produtiva. A estrutura do Centro de Estudos do Universo é muito legal. Apesar de ser uma viagem de estudo, a parte de lazer também foi muito legal. Adorei o floating. O guia de campo é muito bom para estudar, fomos registrando tudo o que aprendemos. Convivi mais com algumas pessoas que não tinha muito contato na escola.”

Para finalizar o trabalho sobre os índios das aldeias do Alto Xingu neste final de semestre, os alunos do 3º ano do Fundamental foram visitar o Museu do Índio – Centro de Informação da Cultura Indígena, localizado em Embu das Artes.

A turma foi recepcionada por Walde-Mar de Andrade e Silva, artista plástico e responsável pela montagem do museu. Walde-Mar também é o escritor do livro Lendas e Mitos dos Índios Brasileiros – utilizado pelos alunos durante o estudo indígena.

Durante a conversa, Walde-Mar contou aos alunos pesquisadores sobre sua história com os índios, afinal se tornou especialista depois de conhecer os irmãos Villas Boas e viver entre os índios no Parque Indígena do Xingu. Detalhes sobre a vida e os costumes dos índios foram devidamente anotados pelos alunos.

Um guia de campo foi distribuído para as turmas que tiveram que completá-lo ao longo da visita ao museu. Para isso precisaram encontrar diversos objetos feitos a partir das matérias-primas: palha, madeira, ossos e dentes, penas e peles e sementes.

Clique aqui e veja o álbum de fotos da visita.

Como é do conhecimento da maioria, o Colégio Friburgo possui uma extensa área na Serra do Japi, no município de Cabreúva. Esse espaço, localizado em uma APA – Área de Preservação Ambiental – se constitui em uma extensão preciosa da sala de aula, possibilitando inúmeras articulações com os conteúdos das diversas disciplinas e com os projetos de série.

No dia 06 de maio, os alunos do 8º ano realizaram na Serra do Japi, a atividade de fechamento do Projeto Interdisciplinar Limites e Fronteiras.

Desenvolvendo o trabalho de campo como uma etapa do projeto, foram realizadas atividades que proporcionaram aos alunos a observação e a vivência de todos os conceitos trabalhados em sala de aula pelas disciplinas de Geografia e Educação Física.

Esse processo resultou na transposição dos conceitos aprendidos para várias e diversas esferas da vida cotidiana, qualificando e significando a aprendizagem.

A disciplina de Geografia problematizou o tema a partir de textos e debates. Com isso, os alunos puderam perceber que cada tema (político, social, cultural e econômico) possui sua localização, produzindo diferentes fronteiras e / ou limites. Com o avanço e aprofundamento do debate, constataram que as fronteiras são modificadas de acordos com as dinâmicas e os significados que são dados aos temas. Foram também elaborados slides identificando as fronteiras culturais, econômicas, políticas, dinâmicas e transgressões de fronteiras.

Na Serra, conseguiram observar os diversos tipos de fronteiras, identificando cada uma delas no seu próprio ambiente. Explicações e orientações foram feitas com o objetivo de identificá-las com propriedade.

Em uma segunda etapa, ainda em sala de aula, os alunos foram convidados a criarem jogos com os conceitos de limites e fronteiras. Nesse contexto e paralelamente, as aulas de Educação Física tornaram-se um grande laboratório de experimentação e discussão das questões sobre o tema. Os alunos apresentaram os jogos elaborados pelos grupos, vivenciando os conceitos discutidos previamente nas aulas de Geografia.  Nessa etapa de transposição da teoria para a prática, problemas e conflitos apareceram e estes obrigaram os alunos a uma rediscussão das regras impostas para que o jogo acontecesse dentro do proposto. Alterando-se uma regra, altera-se o ritmo e o nível de dificuldade do jogo, conceito necessário de ser entendido dentro do tema, que depois de vivenciado foi compreendido e absorvido pelos alunos.

Fechando o dia na Serra do Japi, alunos e professores jogaram um dos jogos elaborados pelos alunos. Em clima de descontração, cooperação e saudável competitividade, uma grande integração foi promovida.

Toda e qualquer atividade fora do contexto escolar, mais precisamente fora da escola e da sala de aula, contempla objetivos específicos que não se referem diretamente aos conteúdos acadêmicos, mas que consideramos de fundamental importância na formação de nossos alunos. Autonomia, enfrentamento de situações de superação pessoal, exercer a cooperação, aperfeiçoar o sentido de responsabilidade individual e coletiva e possibilitar a convivência de forma agradável, saudável e respeitosa com colegas e professores também fazem parte desse processo.

Esse foi o 4º ano consecutivo que realizamos esse projeto, que vai se consolidando e se modificando a cada edição. Nesse ano, o projeto se superou na sistematização das aprendizagens através do guia de campo, que auxiliou os alunos nos seus registros. A participação e o envolvimento dos alunos foram surpreendente. Mostraram competência e atitude! Realizaram com empenho, motivação e alegria. Se mostraram companheiros, cooperativos e cuidadosos com os colegas. Foram, durante todo o tempo, responsáveis!

Considerando o espaço do Friburgo na Serra do Japi uma extensão da sala de aula, novas e significativas aprendizagens foram possibilitadas. Parabéns aos alunos pelo compromisso e aos professores Leandro, Bruno e Kiko pela excelente condução desse trabalho.
Cíntia Filpo
Coordenadora do Ensino Fundamental II

Para os interessados segue link do Guia de Campo.

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Leia alguns depoimentos sobre o trabalho:

Thiago F. – 8ºA – “A viagem foi muito boa. Na minha opinião foi a melhor saída que já fizemos. O clima estava muito legal! Fizemos rapel e também participamos do jogo sobre limite e fronteiras que testamos na aula de educação Física. O melhor é que fizemos o jogo no meio da floresta. Também gostei muito do guia de campo que fomos preenchendo durante o passeio.”

Pedro S. – 8º A – “Depois de preencher o guia de campo, fizemos uma grande roda e compartilhamos as anotações com todos os amigos. Esta troca de ideias foi muito legal. Gostei muito do guia de campo, tinham muitas informações e também fizemos desenhos das paisagens que vimos lá de cima.”

Fernanda M. – 8º B – “Conviver fora da escola com os amigos é muito bom. Dentro da trilha tivemos que trabalhar em equipe e a integração dos alunos foi muito legal.”

Julia T. – 8ºB – “Acho que foi uma grande experiência. O trabalho com limites e fronterias é muito interessante porque aprendemos sem estar fechados dentro da sala. Criamos várias atividades em lugares diferentes, interagindo com todos.”

Giovanna R. – 8º B – “Elaboramos um jogo relacionando três matérias: fronteiras com Geografia, regras com Português e a realização do jogo com Educação Física. O enfoque do jogo foi a transgressão de fronteiras e desenvolver em um local como a serra do Japi foi muito diferente.”

Durante todo este ano, os alunos do 3º ano vão aprender sobre a cultura indígena dentro do Projeto Índios do Alto Xingu. Para se aproximar desta cultura e vivenciar a rotina dos índios, no dia 27 de abril, as turmas saíram com destino à Juquitiba, interior de São Paulo, para viver uma incrível experiência: ver e conviver com os índios da tribo dos Kuikurus.

Durante todo o mês de abril, em comemoração ao Dia do Índio (19/04), o Sítio Toca da Raposa recebe representantes dos Kuikurus como hóspedes. Para o conforto dos convidados, o espaço do sítio é cuidadosamente preparado e ambientado como uma verdadeira aldeia, com direito a ocas com redes e cozinha. Desta forma os índios podem se sentir mais próximo de casa, e os visitantes têm a oportunidade de sentir como é a moradia dos índios.

Antes da visita os alunos, em sala de aula, fizeram uma relação com todas as perguntas que gostariam de fazer. A curiosidade dos alunos foi muito grande em relação a temas como alimentação, estudo e aprendizagem, cuidados com a saúde, vestimentas, comemorações especiais, trabalho, língua, higiene pessoal, entre outros.

Durante a visita suas perguntas não foram apenas respondidas como também vivenciadas. Todos puderam entrar na oca, ver as redes onde os índios dormem, a cozinha montada no centro e até provaram seus pratos típicos. Aprenderam sobre as tintas utilizadas para as pinturas corporais, viram como utilizam o arco e flecha, além de assistir a apresentações da luta uka-uka e de danças típicas. Na hora da dança os alunos foram convidados para participar e também entraram na roda.

Outra oportunidade muita enriquecedora foi poder conversar com o cacique da tribo e fazer todas as perguntas que queriam. Foi um dia inesquecível e cheio de aprendizado!

As turmas também aproveitaram a infra-estrutura do local, com animais de diferentes espécies e até um escorregador gigante.

Clique aqui e veja as fotos da visita.

Leia trechos dos relatórios com as descobertas feitas pelos alunos:

João Pedro – Enfeites – “Eles tem vários enfeites como cocar, colar, braçadeira, brinco, etc. O cocar de pele de onça só pode ser usado pelo cacique. Existem vários tipos de colares, um deles é feito de casca de caramujo branca, as braçadeiras são feitas de vários jeitos, uma delas é de miçangas.”

Luiza – Brinquedos – “O avião é um brinquedo que vários índios gostam de brincar porque se você correr muito rápido ele começa a fazer barulhinho e começa a girar a hélice. O arco e flecha de brinquedo não machucam porque tem cera de abelha na ponta. O pichu é uma flecha que quando é jogada para cima faz um barulho agudo que espanta os pássaros.”

Maria Laura – Caça e pesca – “Os índios usam a rede para pescar quando tem uma grande festa. O timbó é usado pelas crianças quando precisam carregar uma grande quantidade de peixes. A armadilha Kundu é colocada no rio para os peixes entrarem e depois não conseguem mais sair. O arco e flecha são usados para pegar uma quantidade pequena de peixes e caça. A zarabatana é usada para caça de animais e funciona assim: você assopra no animal e ele desmaia.”

Fernando – Pajé – “O pajé é o médico dos índios. Ele usa um chocalho e um boneco. O boneco é colocado em cima do índio doente e a doença passa para o boneco. Aí o pajé dá o boneco para um índio da família e ele desfaz o boneco no rio para a correnteza levar a doença. Depois o pajé faz a dança da pajelança.”

Davi – Moradia – “A oca tem troncos em forma de escada no meio, em cima é coberta de sapé e todos dormem em redes”.

Ana Carolina – Pintura – “A tinta vermelha é feita de uma fruta chamada urucum. O branco é feito com argila do rio e o preto de carvão. Eles e pintam de branco, vermelho e preto.”

Para tornar o aprendizado sobre os animais mais significativo, tema estudado em Ciências pelas turmas do 2º ano, os alunos fizeram uma visita ao Zoológico de São Paulo, o maior da América Latina.

A turma acompanhou e entendeu a rotina dos animais, coletou diversas informações como, por exemplo, dados sobre o comportamento e a alimentação. Todos fizeram suas anotações para depois, em sala de aula, dar sequência ao trabalho.

Foi um dia de muito trabalho e também muita diversão. Clique aqui e veja as fotos.

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