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Neste final de março, o professor de Geografia do Fundamental II, Leandro Duarte, preparou uma palestra especial para explicar para as turmas de 4º e 5º ano do Fundamental I como os terremotos e maremotos são formados.

Em uma apresentação utilizando o programa Power Point, Leandro mostrou onde se localizam as placas tectônicas e como elas se movimentam. Explicou sobre a Escala Ritcher que mede a magnitude de um terremoto e também sobre os riscos que podem alcançar outros locais. No caso do Japão, por exemplo, depois do terremoto e da consequente chegada dos tsunamis, mais de 20 países receberam sinal de alerta.

Depois de todas as explicações, os alunos participaram ativamente com muitas perguntas, inclusive sobre o mercado financeiro.

Para encerrar a palestra, Leandro falou sobre a energia nuclear e explicou como funciona um reator.

Aproveite para ver a apresentação e também entender os últimos acontecimentos na terra do sol nascente, clique aqui.

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Uma tragédia que não pode ser evitada

Por Antonio Carlos de Carvalho
Professor de Geografia e Atualidades

Parece absurdo que pelo simples fato de sabermos que uma tragédia irá acontecer (mesmo com todos os recursos e tecnologia a nossa disposição), não possamos fazer nada para evitá-la.

Infelizmente, isso aconteceu no último dia 10 de março, no Japão. Todo japonês sabe, desde criança, que seu país se encontra em uma área de grande instabilidade geológica. O Japão está na borda da Placa Asiática, e a poucos quilômetros do seu litoral, a placa do Pacífico desliza com grande dificuldade para o interior do manto.

Essa dificuldade “emperra” o movimento dessa placa, que de tempos em tempos, libera grande quantidade de energia ao se desprender e afundar abruptamente para o interior do planeta. É isso que provoca terremotos, e consequentes tsunamis, como o que aconteceu no Japão.

Não há o que fazer para evitá-los, pois essas forças destruidoras são as mesmas que possibilitam a existência de tantas ilhas que formam o arquipélago japonês.

Este é um problema sem solução. Não há como evitar os terremotos, mas o Japão sabe muito bem o que fazer para tentar reduzir as consequências devastadoras, investindo em tecnologia, logística e, principalmente, na educação e organização da população.

Que o Japão sirva de exemplo para países como o nosso, privilegiadíssimo do ponto de vista natural, onde catástrofes anunciadas, como as enchentes, são logo atribuídas à vontade divina e não ao descaso das autoridades e a falta de compromisso dos cidadãos. As catástrofes não são motivos para ficar parado e sim estímulo para construir uma grande nação!

Salve o Japão!

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